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Entrevista exclusiva: DJ Marlboro Maior entusiasta e promotor do funk carioca, Fernando Luiz Mattos da Matta, também conhecido como DJ Marlboro, está com tudo. Apresentador do programa de maior audiência da rádio carioca , o Big Mix, de segunda a sábado na rádio “O Dia FM”, Marlboro embarca em julho para uma turnê pela Europa. "Acho que sou o artista com a maior agenda por lá", diz. Nessa entrevista exclusiva ao iGMúsica, ele fala sobre preconceitos (“O funk é o mais preconceituado e o menos preconceituoso dos gêneros musicais”), revela sua visão de casos polêmicos que prejudicaram a imagem do movimento, como a morte do jornalista Tim Lopes e o caso das meninas que engravidaram em bailes, e dispara: “sou uma unanimidade entre os DJs, todos me respeitam”. Quando
e como começou seu envolvimento com a música? Depois
te passar por vários momentos diferentes, que vão desde sucesso
nacional à discriminação, como você enxerga a cena funk hoje em
dia? E
musicalmente, como anda o funk? Você
escreveu um artigo em que falava "sobre grandes batalhas contra
aqueles que pretendiam implantar nos bailes situações abjetas, que
repudiamos e conseguimos exterminar". Quem são essas pessoas e
do que se tratam essas situações abjetas? |
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+ Inicial + Mp3 + Top10 + Fotos + Mirc + Bailes + Matérias + Webemail | |||
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+ Cade + Achei + Zoom |
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+ Bigmix + Pipo´s |
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+ Mp3 + Wma + Mp3 Pro |
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+ Primax + Funkadão |
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Web Master e ICQ: 220806158 | |||
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Desde agosto de 2004 | |||
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São
pessoas que tentam denegrir a imagem do funk. O Tim Lopes, por
exemplo, nunca morreu investigando baile funk. Isso está até no
livro "Dossiê Tim Lopes - Fantástico/Ibope", do
jornalista Mário Augusto Jakobskind e no laudo da investigação
feito pelo Daniel (o inspetor Daniel Gomes, que foi o responsável
pelas primeiras investigações do caso). Mas até hoje o pessoal
associa a morte dele com o funk. O Daniel foi escalado pela
Governadora para comandar a investigação porque a própria Globo o
considerava o melhor investigador do país. Mas depois que a
investigação foi concluída, afirmando que Tim Lopes não estava
fazendo matéria sobre baile funk quando morreu, a Globo fez nota no
“Jornal Nacional” de repúdio ao laudo do Daniel. A governadora
foi obrigada politicamente a afastá-lo de alguns trabalhos e hoje
ele move ação contra a Globo por danos morais. Ele não quer
grana, ele quer ter seu direito de resposta. Tentaram denegrir a
imagem dele, assim como denigrem o funk relacionando a morte do
jornalista com o movimento. O bicho ta pegando! O Tim Lopes foi
casado dez anos com uma mulher, teve um filho e depois se separou.
Na época da sua morte, ele já morava com outra mulher há tempos.
Essa mulher confirmou o laudo do Daniel, então a Globo transformou
a ex-mulher dele em esposa oficial, já que ela não sabia de nada!
A mulher que viveu com Tim há vinte anos foi quem deu entrevista,
quem apareceu na imprensa, e a mulher que passou a angústia de
esperá-lo uma noite toda e não tê-lo de volta foi ignorada por
dizer a verdade!
Tem o caso das meninas que engravidaram em bailes funks. Eu entrei em contato com todos os jornais que publicaram entrevistas com essas supostas garotas atrás do telefones delas. Mas como eram menores de idade, os jornais não me passaram. Então recorri ao Siro Darlan (O juiz titular da 1ª Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro). Expliquei a situação, dizendo que estavam denegrindo a imagem do funk com informação sensacionalista. Ele mandou oficio para jornais, para a Secretaria de Saúde do Estado, para todos os órgãos envolvidos pedindo o telefone dessas meninas para investigação. Não foi feito um só contato. O único foi o de uma atendente de um posto de saúde que disse ter atendido uma menina com AIDS que teria engravidado num baile funk. Essa atendente não pegou nenhuma informação da menina, apenas sustentou essa história, que acabou virando uma verdade. Em tantos anos de funk na vida, nunca vi meninas engravidando em bailes! Mas
é difícil para quem tem uma visão de fora do movimento não
desassociar a imagem do funk com o a violência... Você
tem um programa diário com duas horas de duração. O que você
mais toca? A produção carioca de funk é assim farta para
completar duas horas no ar? O
funk é muito criticado pela pobreza das letras. Qual sua opinião
sobre isso? Como
o funk pode ajudar a molecada carente do Brasil? Depois
de tantos anos, o que você considera sua grande realização dentro
do movimento?
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